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Dez dias…

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Hoje, 11 de fevereiro faz dez dias que os jovens do AIJ2009 começaram a deixar as instalações do acampamento.

Balanço do AIJ. Para viabilizar esta matéria da melhor maneira possível, buscamos depoimentos acerca o AIJ2009, com isso foram-nos apresentadas opiniões de caráter positivo e negativo.

Os principais aspectos negativos citados estão relacionados à infra-estrutura do local, temas referentes à organização do evento, além da violência. Para algumas pessoas, o espaço ofertado para acampar não proporcionava condições ideais de organização e higiene, como afirmou um grupo de jovens da Argentina. No que competia à organização, foram-nos citados problemas relacionados aos espaços físicos para a realização dos debates, considerados de capacidade inapropriada para a demanda das discussões (devido a casos de falas de grande procura terem ocorrido em tendas pequenas e espaço sobrando em tendas maiores nas mesas de demanda não tão acentuada), além do cunho das discussões, como afirmam os irmãos Marcisio e Renato Moura, os quais já participaram de outros AIJ’s. A ocorrência de mudanças ou cancelamento repentino das programações das tendas foi outro ponto negativo que os acampados direcionaram a organização. Também nos foi citada a ocorrência de atos violentos no local, fato pelo qual lamentamos.

Já em relação aos aspectos positivos do AIJ, a diversidade transcrita no intercambio cultural, melhorias na infra-estrutura tidas como referência os acampamentos anteriores, além de exemplos reais de empenho coletivo foram citados. Romero Venâncio, paraibano de 19 anos, sentirá saudade do contato com diferentes culturas, já que conversou com pessoas de vários países no decorrer dos dias. Apesar dos problemas ocorridos, Marcisio e Renato Moura ressaltaram a singularidade da edição do evento ocorrer na região norte do país e dessa maneira a considerável participação dos povos indígenas. Em relação aos aspectos positivos ligados à infra-estrutura, os irmãos paulistas citaram a existência de paredes nos banheiros e a linha de ônibus que executava o translado entre os dois territórios do FSM. Sobre empenho coletivo, o participante da Aldeia da Paz, Luis de 23 anos afirma os benefícios do modelo de auto-gestão, respeito, amizade e consciência socioambiental presentes no acampamento. O graduado em gestão ambiental nos citou os exemplos concretos de boas ações, como o esgoto ecológico, o forno a energia solar e o sistema de lavagem da louça em etapas, no qual há economia de água.

Luan silva, coordenador de comunicação do COA, em um prévio balanço do AIJ 2009 também cita alguns aspectos positivos e negativos. “Bom, tivemos um monte de problemas em cima da hora em diversas áreas que tiraram nosso foco momentaneamente (no âmbito da organização), a quantidade de voluntários que tínhamos a disposição foi muito pequena, muitas atividades foram canceladas de última hora e acabaram deixando inúmeras brechas na programação, além do principal problema que foi toda a estrutura básica para a realização do evento somente ter chegado depois do primeiro dia de evento, como os banheiros químicos a praça de alimentação e a estrutura de suporte da internet que tínhamos”.

Sobre os aspectos positivos Luan diz; “podemos começar pelos voluntários. É notório que cada voluntário que permaneceu acabou valendo por dez literalmente, dessa forma conseguimos resolver a maior parte de falta de pessoal para trabalho. (…) Mesmo com a falta de algumas atividades conseguimos superar isso perfeitamente bem, proporcionando ainda sim uma boa variedade de atividades políticas. O principal ponto que nos destaca da ultima edição em Porto Alegre é que apesar de todos os problemas, nossa segurança foi fantástica. Temos um índice de zero em qualquer tipo de abuso sexual, além de um baixo índice de furtos comparado com as edições de POA”, Afirmou.

É isso aí galera, dez dias sem o acampamento.
Como foi o aij 2009 para você?



Quem adentra o território do acampamento percebe que as paredes da entrada e dos banheiros receberam um colorido especial transcrito nas manifestações artísticas de um grupo de grafiteiros de Belém do Para. Os jovens bateram um papo conosco sobre a atividade por eles desenvolvida.

João Guilherme, belenense de 15 anos, mais conhecido como “Peste”, vê no FSM uma possibilidade para se discutir os problemas da Amazônia e a defesa de suas “teses” acerca da prática de grafit componente do universo Hip-hop, já que em muitos casos ainda é vista de maneira negativa pela sociedade que tende a confundi-la com pichação.

Grafitagem não é vandalismo! Para acabar com a confusão “Peste” na companhia de seu amigo “Bana” (Diego) esclareceram alguns pontos relevantes para diferenciar o grafit da pichação.
Na pichação os traços são simples, produzidos somente com spray, não é solicitada autorização, além da lógica negativa que envolve a dominação do território transcrita em atos violentos entre os adeptos a essa pratica. Um exemplo disso é a “queimação” (termo usado para designar a disputa pela demarcação nos lugares mais visados, ou seja, quem superar a pichação alheia em relação à altura e a periculosidade receberá a fama de “considerado” pelos outros).

Já na grafitagem há permissão para a execução dos trabalhos, no caso dos garotos, a coordenação do AIJ disponibilizou o seu credenciamento em troca do serviço prestado por eles. A complexidade dos trabalhos varia desde o tag (somente a letra), passando pelo free style (letra + desenho), bomb (letra pintada com tinta PVA), wild style (letra com formatos específicos, como as em estilo tribal, por exemplo) até alcançar o nível 3D (produção mais avançada, na qual as palavras são transcritas em três dimensões).

Segundo Guilherme entre os grafiteiros existem várias equipes, conhecias por crews (gíria da língua inglesa para denotar pejorativamente um grupo ou gang, no entanto o jovem ressalta que não deve ser considerado o aspecto negativo da palavra), o “COSPE TINTA”, do qual ele e seus amigos participam CONEXÃO VISUAL, PB, entre outros. Em relação à disputa existente, o jovem afirma que apesar disso ela é não chega a se assemelhar as de gangues.
Em relação a sua experiência, Peste já havia tido um contato mais acentuado com a violência, porém seu modo de viver passou a ser outro graças à grafitagem.

No decorrer desse bate-pato os garotos ressaltam a importância do patrocínio para continuação de sua arte, já que todo o material é comprado por eles. Imaginemos agora quantos jovens possuem um infinito potencial artístico, mas encontram na falta de recursos uma das principais barreiras.
Vamos patrocinar?
Vamos dar condições para que muitos mais jovens tenham a oportunidade de praticar a grafitagem!
Se você é dono de uma loja de tintas, possui um muro em branco, ou simplesmente vota, como eu e grande parte da população, pode apoiar os diversos grupos de grafiteiros.
É ISSO AÍ GALERA DO AIJ!!!

Programação Cultural

Programação Cultural AIJ - 30.01.09

PALCO DO ACAMPAMENTO

19h - FORÇA PARALELA

20h - AEROPLANO

21h - BANDA DO CANIL (SP)

Pela sexta vez presente no acampamento intercontinental da juventude, João 3:16 apresenta una diversa programação voltada para o público jovem baseada em ideais de fraternidade com muita descontração.

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. De acordo com sua coordenação o lugar recebeu a denominação deste trecho da bíblia devido ilustrar o amor divino em relação aos homens, o espaço João 3:16 abriga cerca de 80 acampados e conta com diversas atrações como a feira de venda e troca, artesanato, painéis expositivos, malabares, danças, shows musicais, programação infantil, entre outras dinâmicas organizadas por integrantes de várias igrejas cristãs, especialmente as da cidade de Belém do Pará.

Amada, 20 anos de idade contribui para o desenvolvimento das atividades recepcionando os visitantes, nos falou a respeito do local: “é um acampamento da juventude cristã, ou seja, a nossa bandeira maior é o amor de Deus, o qual agente quer expressar por meio de várias manifestações artísticas como a dança, teatro, bandas, festa rive e ritmos musicais como o Brega, Hip-hop e o Rep”. O que agente quer, é ficar em comunhão com as pessoas e ter amor ao próximo. Eu espero que todos saiam mais felizes daqui, que conheçam a Deus e o seu amor”.

Enquanto buscava-mos mais membros do acampamento para conversar, percebemos que um dos integrantes do João 3:16 convidava as pessoas para um momento de oração, era Ruth Costa que juntamente com Anne Michele tiveram um descontraído bate-papo conosco após o singular ato. As jovens ressaltaram como as dinâmicas executadas pelo grupo atraem em envolvem os jovens, quebrando dessa maneira uma mentalidade preconceituosa na qual predomina a idéia de “caretice” em relação a atividades de cunho religioso. No acampamento há constantes momentos de alegria, as empenhadas ajudantes afirmam que para alcançá-la não é necessário o consumo de substâncias nocivas ao organismo, como as drogas e o álcool, e sim o amor divino.
É isso aí pessoal!Se no seu acampamento a galera também desenvolve atividades legais chame-nos.
A gente se vê!!!
Esta matéria produzida por Adrielson, Ananda e Josué do GT de Comunicação.

ACAMPAMENTO JOÃO 3;16

Acampamento João 3:16

Acampamento João 3:16

"Temos orgulho do nosso som porque ele tem a cara do Pará, da América Latina e do mundo"

"Temos orgulho do nosso som porque ele tem a cara do Pará, da América Latina e do mundo"

É hoje. Dia 27 de janeiro de 2009, finalmente tem início a programação artístico-cultural e social do VIII Acampamento Intercontinental da Juventude, o Pangeia Camp.
E o “início” não poderia ser melhor. Após a caminhada de abertura da escadinha do Ver-o-Peso até São Brás, que já contará com a animação do grupo Arraial do Pavulagem, sobe ao palco central do Pangeia a banda La Pupuña, uma das maiores referências musicais do Pará na atualidade e reconhecida nacionalmente por sua “guitarrada psicodélica”, que possui como influências as guitarradas de Mestre Vieira, Mestre Curica, surf music e de outras bandas internacionais e regionais, que colaboram para uma “geléia geral”.
Tal “mistureba” já deu como resultado as canções “São Domingos do Surf”, “Os Mestres da Escócia”, entre outras de igual valor, e o mais recente álbum, “The Charque Side of the Moon”, claramente baseado no psicodélico álbum de 1973 da banda inglesa Pink Floyd.
Nossa equipe bateu um papo com o vocalista da banda, Luiz Félix, que falou um pouco da expectativa sobre a apresentação de logo mais e o que podemos esperar do show de abertura do AIJ 2009.

* AIJ-2009: O La Pupuña hoje em dia já é conhecido nacionalmente e vocês já tiveram a oportunidade de tocar em outro(s) país(es), como, por exemplo, a Alemanha. Como será agora tocar para o “mundo inteiro”, só que na nossa cidade?Ou seja, como vocês se sentem imaginando tocar para pessoas de todos os recantos do planeta, mas “sem sair de casa”?
Félix - Eu acho que vai ser muito bacana tocar pra esse mundo de gente. Estaremos tocando em casa um estilo que também é de casa! E eu acredito que quem vem de fora quer ver isto!!!

* AIJ-2009: Qual é o sentimento que bate quando vocês percebem q uma ideia “surgida” nos corredores da Universidade do Estado do Pará(Uepa) de repente fará parte de um evento internacional, e que é extremamente marcante para Belém?
Félix - Particularmente, eu penso nisso em todas as vezes em que a nossa banda participa de eventos importantes! Sempre lembramos de todos os nossos amigos e de alguns professores que sempre nos deram força!

* AIJ-2009: Qual será as “boas-vindas” de vocês para todos os presentes ao show de logo mais? Melhor dizendo, o que podem esperar tanto brasileiros quanto estrangeiros da apresentação de vocês?
Félix - O nosso show será pra arrebentar!!! Não pouparemos nada nessa apresentação!!! Lá será hora de diversão e é assim que vai ser! Mostraremos o nosso repertório, sempre foi pra “gringo” ver !!!

* AIJ-2009: Haverá algo de “diferente” no show? A escolha das músicas foi modificada ou vocês mantiveram a base do que já vem sendo tocado ?
Félix - O nosso show é uma “caixinha de surpresas” até mesmo pra nós!!! Temos coisas ensaiadas e outras q são improvisadas porque às vazes é melhor assim!!! Não gostamos de escrever repertório, a gente vai decidindo na hora e sentindo o show.

* AIJ-2009: E o “Charque Side of the Moon”? Será apresentado?
Félix - É muito complicado apresentar o “Charque Side” porque é outra equipe e é muito maior também. Mas deve sair alguma coisa lá !

* AIJ-2009: Será a primeira vez que vocês vão se apresentar em um evento q não seja “musical”, mas sim “político-social”? Como vocês se sentem diante desse fato?
Félix - A gente já se apresentou em cerimônias e eventos de pequeno porte, mas em um desse tipo não! Ficamos orgulhosos em saber q estão contando conosco para fazer essa ponte entre o nosso público e a idéia principal do fórum que é de muita importância para o mundo todo!

* AIJ-2009: De que forma toda a “hibridização”, pode-se dizer assim, que o La Pupuña, com a “guitarrada progressiva” representa, pode contribuir ou mesmo ajudar/ representar o ideal de “um outro mundo possível”, tema central do fórum?
Félix - Não sei o quanto poderemos contribuir mas sei que podemos! A nossa música é global e raiz ao mesmo tempo! O mundo tá ficando assim e assim entendemos, sempre teremos diferenças mas não queremos que ocorram mais desentendimentos de forma geral no mundo! Temos orgulho do nosso som porque ele tem a cara do Pará, da América Latina e do mundo !!!

A banda, segundo Félix, “não poupará nada” no show de logo mais

A banda, segundo Félix, “não poupará nada” no show de logo mais

* AIJ-2009: Pra finalizar, qual a grande mensagem que vocês deixam não só para os fãs e para as pessoas que vão “conhecer” vocês logo mais, mas para todas as pessoas que acreditam nas ideias do Fórum/Acampamento, em especial a de que “juntos”, como diz o tema central do Pangeia Camp, “construímos outro mundo”?
Félix - Eu gostaria de dizer em nome do La Pupuña que nós vamos pra lá pra trabalhar e o nosso trabalho é fazer “todo mundo” “pirar” com as guitarradas psicodélicas da banda !!! Não pouparemos nada !!!

Intervenção Cultural de Hip Hop

No dia 25 desse mês(domingo) foi realizado na Comunidade Jardim Nova Vida no bairro do 40 horas a 4º edição da Intervenção pré-fórum de hip hop nos bairros, que visa divulgar a arte do hip hop e também mobilizar a sociedade para o Fórum Social Mundial.

O evento de domingo assim como os outros que já foram realizados foi marcado, com a presença da galera jovem que esta envolvida com os movimentos sociais.

A mobilização rolou ao som de muito hip hop, também se apresentaram os grupos de hip hop Conexão Feminina e Máfia da Baixada , catando muito rap do bom, segundo Mana Josy do Grupo Conexão Feminina, “Ao contrario do que a midia mostra, o hip hop não é um movimento marginalizado e sim um movimento social.”

O evento também contou com a participação do grupo de capoeira Fundação Norte Brasil onde participam crianças, jovens e até mesmo adultos que é coordenado por Antonio Carlos também conhecido no bairro como mestre paquito que afirma,“Existem dois projetos que estão sendo trabalhados nessa comunidade um é com a criança e a juventude, e a outra que trabalha com os idosos visando que o idoso também faz parte de nossa sociedade”. Ele ainda define a capoeira como “Um movimento de luta pela libertação das classes menos favorecidas”.

Também se fizeram presentes os manos da dança de rua e os grafiteiros com suas artes e mensagens positivas para um mundo melhor, que fizeram da mobilização uma grande diversão.

Mano George que já pratica a arte do grafite a muito tempo diz. “No meu grafite eu sempre tento retratar a imagem negra sendo homem, mulher e criança mas sempre negra.” George ainda completa dizendo, “O grafite em Belém é diferenciado e por que não começar apartir do Fórum?”.

Vale lembrar ainda que o grupo Conexão Feminina vai se apresentar no dia 1 de Fevereiro no Acampamento da Juventude.

Levi:  entresvistas

Claudia: fotos

Josue: gravações

Andre e Priscilla: textos

alimentação dos acampados

O cardápio no acampamento é vegetariano, repleto de frutas, verduras, legumes e grãos.

alimentos do acampamento

Todos os dias são feitas coletas em dinheiro em um chapéu de palha, que ficou conhecido como “chapéu mágico”, cada um dá a quantia que é possível, para ajudar no abastecimento de alimentos da Aldeia da Paz. Os alimentos são comprados na feira do Ver-O-Peso e levados para o acampamento. “A galera aqui tem uma preferência por frutas como: cupuaçu, pupunha, bacuri e o açaí, que é a preferência absoluta do pessoal”, disse Dérik William de Terra Alta-PA.

Quando os alimentos chegam, um grupo de aproximadamente sete pessoas fica responsável pela preparação da comida, caso necessário aumenta o número de cozinheiros.

preparo do alimento

Ao fim do dia a alimentação dos acampados na Aldeia da Paz é garantida com o apoio da CEASA, que contribui todas as tardes, com um sopão que chega pronto para o consumo.

preparo da comida
Ao término do preparo dos alimentos, uma chamada é feita com a utilização de um gongo de metal, que é levado por todo o acampamento.

Todos, após o chamado se reúnem próximo à cozinha e formam a “grande roda”, que é para informar o pessoal sobre os acontecimentos e preparar todos para comer. Formam uma fila, sendo que as crianças comem primeiro que os adultos, depois as mulheres e os homens, ao terminar a fila se houver comida nas panelas, o gongo é batido mais quatro vezes e isso significa que todos podem comer de novo.

casal comendo

Depois de muito tempo de expectativa o AIJ abre oficialmente as suas portas para abrigar os acampados.

A VIII edição do AIJ está sediada na Universidade Federal Rural da Amazônia UFRA (localizada no bairro da Terra Firme em Belém do Pará), cerca de 20 organizações e inúmeros colaboradores pertencentes à sociedade civil empenham-se para a viabilização do acampamento. Luan Alves, coordenador de comunicação do comitê organizador do acampamento ao falar dos preparativos citou alguns contratempos, no entanto “graças ao esforço conjunto dos movimentos sociais engajados foi possível botar a casa em ordem bem a tempo”, afirmou. Em relação à infra-estrutura ele nos relatou que a UFRA é um lugar adequado para a realização do evento e o COA possui uma excelente relação direção da instituição. O acampamento conta com 120 banheiros químicos, 300 banheiros para banho, instalações para a saúde com atendimento emergencial, práticas alternativas e debates sobre a área. Sobre lazer, Luan empolga-nos falando dos momentos de descontração previstos para o evento “em relação a lazer teremos inúmeras atividades culturais como shows, peças teatrais entre outras atividades que podem relaxar a cabeça depois de um dia cheio de discussões políticas e sociais sobre um outro mundo possível ”.

Muitos visitantes já estão presentes no território. Há cerca de três semanas começaram a chegar os primeiros grupos, há pessoas de diversas partes do mundo, como é o caso de Teresa Herraiz, espanhola de 29 anos de idade que participa pela primeira vez do AIJ. Há cerca de um mês e meio viaja pelo Brasil e ao ser informada que aconteceria o evento ficou com muita vontade de vir, suas expectativas para o FSM são que muito mais pessoas se conscientizem e comecem a atuar e que as medidas provenientes das discussões do fórum se concretizem. Em relação ao evento acontecer na Amazônia a jovem afirma que isso faz com que as pessoas de outros países conheçam o Brasil e saibam o que está acontecendo na região, especialmente sobre temas ligados a questão ambiental.

Erika dias, estudante de 18 anos, se prepara para atuar no acampamento. A jovem quis ser interprete voluntária da língua inglesa devido à oportunidade de conhecer novas pessoas, poder dialogar com diferentes culturas, religiões e idiomas. Ela se empenhará para facilitar a comunicação entre aqueles que não falam português, dando-lhes condições de participação em todas as atividades. “acredito que o AIJ será um evento imperdível, com grande interação de culturas diferentes, garantindo a todos experiências únicas focadas na solidariedade, respeito, humanidade, fraternidade, visando sempre um mundo com uma realidade mais justa”.

Se você já chegou a Belém do Pará, seja bem vindo! Caso você ainda esteja a caminho, o AIJ espera por você para a construção de um outro mundo!
A gente se vê!!!

Intervençaõ Urbana

Intervenção Urbana, foi o nome escolhido para a programção Pró-Fórum organizada pela galera do Hip Hop que aconteceu no último domingo dia 18 no bairro da Terra Firme.

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O evento contou com a parceria de muitos grafiteiros de Belém, que numa forma de manifesto e engajamento, expressaram a sua arte em um muro particular cedido para que rolassem as grafitagens. Das quais muitas focaram-se no fórum e problemas sócio -ambientais. Vale ressaltar que o evento não contou  com patrocínios e/ou apoio de fora, os próprios grafiteiros organizaram-se para conseguir as latas de tintas e spray necessárias para os grafites.

A programação também rolou ao som e muito hip hop, comandado pelos dj’s e mc’s Rg, Fantasma e Morcegão, além de uma apresentação das minas da “Conecção F eminina” que também  fizeram sua apresentação.

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Intervenção Urbana, foi a 3ª de uma série de quatro programações  Pró-Fórum, organizadas pela galera do Hip Hop de Belém, nos bairros estratégicos da periferia. Sendo que a 1ª e a 2ª  ocorreram nos bairros da Sacramenta e Icoaraci respectivamente. Além de um seminário, onde vários temas a respeito  do Hip Hop e o FSM foram analisados e discutidos.

E muito ainda  tem para se discutir, mostrar e conhecer sobre a cultura do hip hop e seu papel e importância na realidade de muitons jovens brasileiros. E para isso, assim como nos anos anteriores, o FSM 2009 conta com a cidade do Hip Hop, instalada no acampamento da juventude na UFRA.

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E vale lembrar que a 4º e última programação Pró-Fórum irá rolar nesse domingo dia 25 no conjunto Guajára (final da linha do Guajará v-o-peso), com início as  08 h.

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